Dois dias de partilha, reflexão e experiências STEM
O primeiro dia das VI Jornadas começou no Salão Nobre da Câmara Municipal de Mangualde, com a receção aos participantes e a sessão oficial de abertura. O encontro marcou o início de dois dias dedicados à colaboração, à ciência, à inovação pedagógica e à reflexão sobre o impacto que as metodologias STEM podem assumir no território e nos diferentes contextos educativos.
A manhã ficou igualmente marcada pela assinatura de novos acordos de cooperação, reforçando a rede de parceiros que tem acompanhado e contribuído para o desenvolvimento da Academi@ STEM Mangualde. A formalização destas parcerias representa mais um passo na consolidação de um ecossistema educativo que procura aproximar escolas, instituições de ensino superior, investigação, autarquias e comunidade.
Houve ainda espaço para fazer um balanço do trabalho desenvolvido pela Academi@ STEM Mangualde, olhando não apenas para o percurso e para os resultados alcançados, mas também para o futuro. A reflexão incidiu sobre os próximos desafios do projeto e sobre a importância de assegurar, a longo prazo, a continuidade e a sustentabilidade das dinâmicas pedagógicas e colaborativas que têm vindo a ser construídas.

De Mangualde a Leiria: projetos e práticas em diálogo
Durante a tarde, as Jornadas seguiram para a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria, onde o programa privilegiou o intercâmbio de experiências e a partilha de práticas interdisciplinares.
Neste contexto, foram apresentados projetos e atividades desenvolvidos pela Academi@ STEM Mangualde com os alunos do Agrupamento de Escolas de Mangualde, dando a conhecer diferentes formas de integrar as áreas STEM através de propostas interdisciplinares e de aprendizagens ligadas a situações e desafios concretos.
A visita constituiu também uma oportunidade para conhecer e discutir práticas apresentadas pelos docentes da instituição de acolhimento. O diálogo entre diferentes experiências e contextos educativos permitiu alargar perspetivas e reforçar um dos princípios centrais das Jornadas: a inovação educativa constrói-se também através da colaboração, da reflexão conjunta e da partilha entre profissionais.

Lisboa recebeu o segundo dia das Jornadas
No dia 10 de julho, os trabalhos prosseguiram no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (IE-ULisboa). A sessão de abertura contou com as intervenções de Estela Costa, Diretora do IE-ULisboa, Mónica Baptista, Professora do IE-ULisboa e embaixadora da Academi@, e Joaquim Loureiro, Diretor do Agrupamento de Escolas de Mangualde.
A manhã apresentou diferentes olhares sobre a educação STEM, começando por uma reflexão sobre a realidade europeia. Na sessão “STEM: Como estamos na Europa?”, foi abordado o panorama do ensino STEM no contexto europeu, convocando a experiência e os contributos do projeto Teacher Academy ICSE STEAM Vision.
A avaliação das aprendizagens em contexto STEM esteve também em destaque, numa sessão dinamizada por Teresa Conceição, do IE-ULisboa. A intervenção trouxe para a discussão estratégias, instrumentos e desafios associados à avaliação formativa e contínua, particularmente relevantes quando a aprendizagem acontece através de projetos integrados e interdisciplinares.
Seguiu-se a conferência “As Fases da Lua e os Nascimentos”, apresentada por Rui Agostinho, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A sessão partiu de questões relacionadas com fenómenos naturais para promover o cruzamento entre conhecimento científico, literacia e curiosidade, evidenciando a importância do pensamento crítico e da fundamentação científica na compreensão do mundo que nos rodeia.

Quando o exterior se transforma num laboratório de aprendizagem
O programa das VI Jornadas terminou fora da sala, com uma atividade STEM outdoor que desafiou os participantes a olhar para o espaço exterior e para o meio envolvente como oportunidades de aprendizagem.
A atividade permitiu demonstrar, na prática, como diferentes ambientes podem transformar-se em verdadeiros laboratórios vivos, nos quais a observação, o questionamento, a investigação e a experimentação contribuem para aprendizagens mais contextualizadas e para o estabelecimento de ligações entre diferentes áreas do conhecimento.
Uma rede que continua a crescer
As VI Jornadas da Academi@ STEM Mangualde constituíram, assim, mais uma etapa na consolidação de um percurso construído através da colaboração entre escolas, ensino superior, investigação, instituições e comunidade. Ao longo dos dois dias, a circulação entre Mangualde, Leiria e Lisboa tornou também visível a dimensão colaborativa desta iniciativa e a importância de criar pontes entre diferentes territórios, experiências e práticas educativas.
Mais do que um momento de apresentação do trabalho já realizado, as Jornadas proporcionaram um espaço para questionar, refletir, experimentar e construir novas possibilidades para a educação STEM, reforçando a convicção de que a inovação educativa ganha força quando o conhecimento é partilhado, quando diferentes saberes se cruzam e quando a aprendizagem se aproxima dos problemas e desafios do mundo real.
A Academi@ STEM Mangualde agradece a todos os participantes, parceiros e instituições que contribuíram para a realização das VI Jornadas e que continuam a fazer parte desta rede de colaboração, aprendizagem e inovação.